A alegoria da caverna e a televisão: a opinião dos alunos
Publicado: 23 23UTC Outubro 23UTC 2011 Filed under: Reflexão Deixe um comentário »O vídeo “Mito da Caverna – por Maurício de Souza” retrata uma realidade que pode identificar-se com o que acontece nos dias de hoje.
Os três velhos deste vídeo ocupavam a sua vida a observar a sombra das pessoas e dos animais que passavam à frente da parede da caverna, tal como os presos da Alegoria da Caverna viam as sombras projectadas dos objectos que passavam atrás das suas costas. Estes velhos (ou os prisioneiros da alegoria da caverna) assumiam como realidade todas as sombras que viam passar e não pensavam sequer que existisse qualquer coisa diferente para conhecerem.
A vida deles passava-lhes “à frente dos olhos”, sem que eles participassem activamente nela. Podem, portanto, ser considerados “espectadores da vida” (tal como Maurício de Souza refere). Por pensarem conhecer toda a realidade, ridicularizaram e perseguiram o seu “salvador” por este lhes querer mostrar a verdadeira vida e a realidade, ou seja, o exterior da caverna, os objectos e os seres vivos em três dimensões, aqueles que davam origem às sombras.
Era mais fácil para eles continuarem na ignorância do que fazer o esforço para alcançar o conhecimento e questionar as sombras, a ilusão vivida. Esses “prisioneiros das sombras”, semelhantes aos prisioneiros da caverna de Platão, representam todas as pessoas que dependem da televisão e que preferem aceitar os “conhecimentos” transmitidos por esta a pensarem por si próprios. Na maior parte das vezes, os espectadores nem se questionam se estes conhecimentos são ou não verdadeiros. A televisão tem, também, grande poder de influência. Se existem dois produtos alimentares de diferentes marcas, por exemplo um azeite, e uma das marcas tiver publicidade em vários canais televisivos, o outro produto – de uma marca menos conhecida mas com ingredientes de melhor qualidade – venderá menos. Se uma pessoa, diante os dois produtos, tiver de decidir qual deles comprar, provavelmente, escolherá o primeiro, pois este é “aconselhado” pela televisão. A publicidade é apenas um dos muitos exemplos do poder da televisão. Esta, além de informar, pode também manipular, se não adoptarmos um ponto de vista crítico.